quarta-feira, 2 de novembro de 2016



Capricornianos são tão à flor da pele que na pele deles só falta nascer flor.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

The Fosters



Comecei a ver uma série chamada "The Fosters", por indicação de uma amiga. A série já está na sua 4ª temporada e é incrível como os 5 primeiros episódios da 1ª temporada me deixaram mexida, emocionada, pensativa. Não sou apenas a louca dos signos, sou a louca por séries também, e confesso, nenhuma série que eu já assisti me deixou assim. Provavelmente pela proximidade com a vida real, pelas problematizações, pela sensibilidade com a qual cada assunto é tratado, pela continuidade de temas. Bom seria se todos tivessem a oportunidade de assistir essa série e sentir um pouco mais de empatia pelo outro. 
Quantas coisas deixamos de fazer porque não somos aceitos? Quantas vezes fingimos ser o que não somos? Bloqueamos coisas, vivemos mentiras, traímos? Nunca pensei que viver fosse fácil, mas não imaginei que era tão difícil. 

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

~ My Surface ~



[... ] Arthur: E ele o que pensava disso? 
Laura: Não sei, ele dizia que, que eu tentava ler seus pensamentos, adivinhar o que ele estava pensando ou sentindo. Dessa vez, eu não quero isso. 
Arthur: E você, como se sente? 
Laura: Com o quê? 
Arthur: Com tudo isso, com o fato dele achar que você queria sempre adivinhar seus pensamentos, ou ao que parece, estar um passo a sua frente. 
Laura: Sinto-me uma péssima companhia. 
Arthur: Hum... Então ele te fazia mal? (Arthur cutucou desejando que ela assumisse que aquela relação não a fez bem)
Laura: Não, não é isso! (Titubeou) Ele me levava a extremos, entende? Despertava minha chateação, muitas vezes suas atitudes me corroíam, eu sei! Eu sei também que eu tinha péssimas atitudes, mas, ele não me fazia mal, não era ele. Os bons momentos superaram, tanto é que até quando estávamos brigados eu sentia falta dele. 
Arthur: (Arthur não se deu por vencido) Laura, essa relação te trouxe aqui, como algo bom pode te trazer a um lugar como esse? (Ele olhou ao redor como se quisesse mostrar algo a loira). 
Laura: Escute bem, eu vim aqui porque não posso lidar com a ausência dele, porque me dói saber que não tenho mais... (Ela parou de falar e seus olhos se encheram de lágrimas).
Arthur: O que você não tem mais, Laura? 
Laura: (Pigarreou) Eu não tenho mais a voz, o riso, e quanto ele dizia “eu te amo” e o mundo parecia entrar em uma pausa onde só eu e ele nos moviamos. Não posso mais compartilhar curiosidades sobre mim, ou ouvi-lo falar do quanto brigaria por palmito ou do seu amor louco por pão de alho. Não tenho mais com quem reclamar que comer miojo cru faz mal, nem sequer o tenho para discutir, me chatear ou qualquer coisa do tipo. 
Arthur: Quer dizer que as discussões fazem falta? 
Laura: Não! Ele me faz falta.  
Arthur: Então se ele não te fazia mal, se tudo era tão bom, por que se afastou? 
Laura: Porque nem todos suportam a intensidade. É como você colocar duas cargas diferentes juntas.  ( Laura parou e Arthur franziu a testa como se pedisse para que ela continuasse) Sabemos que cargas iguais se repelem, diferentes se atraem. É como um ser carga negativa e o outro positiva. Existe uma grande atração, mas imagine, uma hora eu estou em 220 volts, outra ele está em 110 volts. São energias diferentes passando pelos corpos que estão juntos, vai dar choque. (Ela suspirou) E é isso que acontece. Somamo-nos, mas por estarmos em intensidades diferentes, muitas vezes saímos machucados. E eu não quero isso pra mim, principalmente para ele. 
Arthur: (Arthur estava paralisado com a explicação de Laura, mas tentou não demonstrar tal desconforto. Ajeitou o corpo à cadeira, se recompôs e continuou) Então, se sente falta, por que não tenta mais uma vez? 
Laura: Não, Arthur. Às vezes é melhor dar uma pausa antes de tudo virar uma tragédia. Se for pra terminar algo, que termine com a beleza do que temos, não com a insistência em uma vida que acabará em uma triste discussão. 
Arthur: Isso soa dependência, Laura. Já parou pra pensar? Reflita sobre. Você não precisa viver assim, tem que continuar sem ele. 
Laura: Eu sei que posso, mas não quero. Não é dependência. Ele é a minha superfície. 
Arthur: Superfície? (Interrogou sem compreender o que Laura queria dizer).
Laura: Sabe quando estamos em uma praia, rio, piscina, qualquer lugar assim e mergulhamos, vamos lá no fundo, estamos prendendo a respiração, certo? (Arthur assentiu com a cabeça) uma hora precisaremos voltar à superfície para respirar. E ele é a minha superfície. Eu sempre precisava voltar para ele, sentia e sinto essa necessidade batendo forte dentro de mim (Sem notar, ela levou a mão ao coração). E agora, agora sem ele lá, eu não posso voltar...Eu sinto... (Laura fez uma pausa como se tivesse medo de falar). 
Arthur: Você sente que está se afogando? (E ele finalmente falou por ela). 
Laura: Sim. Na verdade, é como estar em um sonho. Eu sinto a água entrando em meus pulmões, o desespero se apossando de mim, eu não consigo voltar à superfície, e pouco a pouco vou me afogando, até que acordo e noto que... 
Arthur: Que? (Ele pareceu curioso).
Laura: Que o sonho é real. Já me afoguei, meu corpo está ali, mas minha alma não conseguiu voltar à superfície, e por dentro eu já morri. 

Arthur ia falar algo quando ambos olharam o relógio sobre a mesa. A hora com o psicólogo havia acabado e embora Laura tivesse mais a dizer e Arthur a ouvir, compreender e ajudar. O horário dizia que outra paciente precisava entrar. Laura se foi, logo voltaria para outra sessão, e até lá, Arthur imaginava o quanto era difícil encontrar alguém que mesmo longe, mesmo afastado, quem sabe afastado até pra sempre, mantinha o pensamento naquele que um dia foi e sempre será... Sua superfície. 

Urgência




Urgência, do latim: Urgentia. 
Necessidade de fazer alguma coisa imediatamente;
Aperto; 
Caso que exige resolução ou tratamento imediato. = EMERGÊNCIA; 
Departamento de um hospital onde são prestados serviços médicos e cirúrgicos de emergência. 


Eu tenho uma pressa ensandecida por viver, por sentir tudo nos mínimos detalhes e experimentar cada partícula de momento em sua totalidade. Quero viver o todo, beijar, abraçar e deixar as pessoas com risos e palavras bonitas em cada encontro. Tenho uma urgência dentro de mim que não tem fim. Desculpe... Não da mais pra ver o mundo pela janela do carro, pela tela, vendo tudo embaçado. Eu quero descer do carro e sentir a terra sob os pés, quero ver sem ofuscações, sem janelas, sem compartimentos... Não consigo mais viver no remoto controle... Aliás.. Controle... O que é isso?! 

Por detrás de um: "Eu te adoro".




Abri os olhos e lembrei da noite anterior, me questionei ser foi sonho, por isso virei lentamente torcendo para que tivesse sido real e esperando pelo irreal. Para o meu alívio, lá estava ela, deitada ao meu lado, ainda dormindo. Meus dedos tocaram-lhe o rosto, transpassando por entre seus cabelos. Ela suspirou e eu juro que o meu corpo quis suspirar junto, mas eu ainda estava impactada com a realidade a minha frente. Os olhos dela estavam fechados, mas cada vez que meus dedos a tocavam ela sorria. Beijei sua boca de forma leve, ela retribuiu segurando os meus lábios ali, entre os dela ,por alguns minutos. Sussurrei por entre nossas bocas: "eu te adoro", e nesse "eu te adoro" tanta coisa foi dita. Com ele eu disse que amo cada momento que vivemos juntas, que o beijo dela me faz querer mais, que eu carrego uma saudade no peito que não tem fim e toda vez que eu a vejo só aumenta, aumenta e ainda assim eu quero a saudade aqui, só pra continuar revivendo cada momento em minha mente e sentir o meu corpo vibrar com isso. Esse "eu te adoro" disse o tanto que eu lembro dela durante o dia e fico sorrindo feito boba, o quanto eu quero mais dela, arrancar pedaço por pedaço e ser arrancada de mim até que não sejamos mais eu e ela, sejamos nós. Esse eu te adoro foi tão recheado de sentimentos que se ela bem soubesse não me deixaria levantar da cama após ele. rs 

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Lindo mesmo?



Lindo mesmo é quando a gente não mendiga amor, carinho, atenção. 
Quando ele vem de graça... Do coração. 
Lindo mesmo é viver amor, amores, recíprocos, 
sem ter nada a provar, sem ter que se moldar. 
E sabe o que mais lindo é do que tudo isso? 
É saber ser só quando for preciso. 
É reconhecer que às vezes só você é o seu melhor abrigo. 
E que se for assim, tudo bem. 
Pois quando a gente sabe ser jardim, 
o outro é a consequência do cheiro que ele tem.



Infelizmente, eu ainda sou o tipo de pessoa que quando vai escrever um livro já pensa no fim. 

E eu sei, sei que preciso mudar essa visão imediatista e reducionista das coisas, que muito mais do que o início e o fim, o processo também precisa ser apreciado. E como precisa.